segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Frelimo está a desviar-se dos seus objectivos

(Marcelino dos Santos) (1)

O veterano nacionalista e membro sénior da Frelimo, Marcelino dos Santos, esteve em Joanesburgo no fim-de-semana. Falou para jovens e, no fim da sessão, o jornalista da Rádio Moçambique, João de Sousa, entrevistou-o. Aguardem a continuidade da série, em primeira mão na blogosfera. O meu obrigado ao João pelo envio do material. Extracto da entrevista:
"JS – Considera que a Frelimo se está a desviar do seu objectivo ?
MS – Eu acho que sim. Eu já disse isso a nível do Partido. Por que é que o Partido se está a distanciar progressivamente das classes operária e camponesa ? Como é que este País se vai desenvolver ? É um desvio. Hoje queremos primeiro construir os empresários e dizer a eles que orientem os camponeses. Eu acho que há maneiras de crescer, só que algumas delas, actualmente, não são válidas."                                                     

                                                                               Continua

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem esclarece o negócio com a Semlex, senhores ministros?

Ora, sete meses depois de termos iniciado esta investigação, descobrimos uma das razões por que os senhores ministros não nos vinham responder publicamente às questões sobre a existência legal da Semlex no nosso país e a legalidade do próprio negócio.(Lázaro Mabunda )

Senhores ministros, há muito que esperamos que venham esclarecer os contornos do negócio que fizeram com a Semlex para a produçãon de documentos de identificação no país. Os senhores ministros nunca se disponibilizaram – mandaram sempre directores nacionais, que, mais do que nos responderem, nos remetem a V.Excias – para nos esclarecerem questões simples como: quem é a Semlex? Qual é a sua existência legal e física? Por que o contrato é mais favorável à empresa estrangeira do que ao Estado? Por que se adjudicou um serviço de soberania a uma empresa que ainda não esta(va) instalada no país? Quais foram os critérios para a escolha da Semlex? Por que se emitem dois BI simultaneamente, se a empresa tem capacidade? Quanto a empresa já investiu desde que começou a operar no país? Por que a DIC continua a fazer transferência directa dos valores das receitas para Semlex, contrariando o acordo? Quanto a Semlex já depositou de garantia para o Estado? Por que a Semlex começou a emitir BI antes do Visto do Tribunal Administrativo? Quem são os donos da Semlex? Que garantia dá à nossa soberania o negócio, num contexto em que os criminosos transfronteiriços (traficantes) estão entrincheirados nas empresas de produção de documentos de identificação? Quem nos garante que esta empresa não está ligada ao crime organizado? Que provas? Quem nos assegura que esta empresa não possue sistemas de produção paralela dos nossos documentos para os atribuir a estrangeiros, sobretudo paquistaneses, libaneses, turcos, entre outros, que inundam o nosso país?
Não acham que este negócio expõe o nosso país, que já vinha com sistema de produção de documentos furado, em que os estrangeiros obtinham BI, passaportes, que lhes habilitavam a ter a nacionalidade moçambicana, além de facilidades nos vistos de forma fraudulenta? Sabem dos problemas que a empresa tem na Guiné-Bissau e no Tchad?

Crocodilos semeiam pânico em Moamba

Maputo (Canalmoz) – Doze pessoas perderam a vida no distrito de Moamba, província de Maputo, vítimas de ataques de crocodilos nas margens do rio Incomati. Os incidentes registaram-se entre Julho de 2009 e Agosto do presente ano.
O régulo dos povoados de Pondzela e Pajane, Tualufo Macomo disse ao Canalmoz que algumas vítimas encontraram a morte quando tentavam atravessar o rio Incomati. Outras foram arrastadas quando cortavam caniço nas margens do mesmo rio.
“As pessoas não respeitam o rio Incomati, acham demorado o uso da ponte para a travessia o rio. Outros fazem-se às margens do rio para cortarem o caniço”, disse Tualufo Macomo, sublinhando que outras pessoas quando se deslocam à região de Sabié atravessam o rio Incomati por alguns pontos não recomendados, esquecendo-se que são povoados por crocodilos.
De acordo com Macamo, para minimizar a situação da disputa do rio entre a comunidade e os répteis, o governo distrital de Moamba, tem vindo a coordenar algumas campanhas de abate de crocodilos. Porém, passado algum tempo os répteis reaparecem nos mesmos locais depois de se afastarem temporariamente.
Para além dos crocodilos, as povoações de Pondzela e Pajane debatem-se com problemas de criminalidade, doenças como HIV/Sida e roubo de cabeças de gabo. Este último caso, segundo apurámos, ocorre com o envolvimento de alguns parentes ou pastores de donos de currais. (Cláudio Saúte)



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Caso se confirme a viabilidade da exploração do petróleo

Governo deve reduzir incentivos fiscais atribuídos aos mega-projectos -defende Centro de Integridade Pública

Maputo (Canalmoz) – A anunciada possível ocorrência de crude na bacia do Rovuma torna imperioso que o Governo moçambicano renegocie os contratos com os mega-projectos, em geral, e com as multinacionais do sector petrolífero, em particular, e acabe com todos os incentivos fiscais que se encontram na legislação aplicada aquando da celebração dos contratos. Quem tal defende é o Centro de Integridade Pública (CIP), para quem a renegociação dos contratos “é a única saída para que Moçambique possa captar mais receitas fiscais e não-fiscais dessas multinacionais”.
Esta posição já foi defendida por vários economistas – o Governo sempre ignorou – que justificaram que as multinacionais não tinham impacto na vida do cidadão, tal como o executivo sempre quis fazer acreditar.
De acordo com o CIP, a revisão da legislação que regula as contribuições fiscais das empresas dos sectores mineiro e petrolífero (ocorridas em 2007 e 2009) não resolveu a questão, porque a maior dos contratos em vigor (incluindo com a Anadarko, que acaba de anunciar a “descoberta” de petróleo) são anteriores a 2007, o que quer dizer que, no caso de uma exploração comercial futura, Moçambique tem poucas possibilidades de aumentar consideravelmente a sua renda fiscal.
O CIP faz a sua exposição numa nota de imprensa enviada à nossa redacção, na qual considera haver toda uma necessidade de se clarificar a aplicação dos fundos sociais e rendas fiscais. O argumento é de que desde que a prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos em Moçambique ganhou novo ímpeto, com a aprovação da Lei de Petróleos em 2001, milhões de dólares norte-americanos tem vindo a ser entregues ao Governo para aplicação nos chamados “fundos sociais”. Esses fundos, diz o CIP, acompanham os investimentos em prospecção, os quais, entre 2006 e 2009, de acordo com dados do Instituto Nacional de Petróleos (INP), ultrapassaram os 300 milhões de USD na bacia do Rovuma (onde a Anadarko “descobriu” agora presença de petróleo), e pouco mais de 100 milhões de dólares na bacia de Moçambique.
Esses pagamentos ocorrem numa base anual. Por exemplo, a «Norueguesa Statoil», que faz prospecção de petróleo na bacia do Rovuma, paga um milhão de dólares/ano e a «Italiana ENI», que também actua na bacia do Rovuma paga 500 mil dólares/ano. A questão que o CIP coloca é: como é que esse dinheiro é aplicado e como é que os cidadãos podem ter acesso aos dados sobre a sua gestão?
No quadro actual, a opinião pública desconhece os montantes exactos que o Governo recebe por via do INP (Instituto Nacional de Petróleos), muito menos os critérios de gestão que lhes são aplicados.
O CIP considera também que para além de não existência de um regulamento público sobre a aplicação dos fundos, igualmente não é clara a participação das comunidades na definição de prioridades de investimento. Por isso, algumas multinacionais tomam iniciativas próprias de investir em projectos sociais de visibilidade.
No seu comunicado, o CIP fala igualmente da necessidade de publicação dos contratos assinados entre o Governo e as empresas de prospecção/exploração, o que, segundo explica, fará com que o cidadão passe a conhecer as obrigações fiscais das empresas e a monitorar até que ponto os pagamentos feitos pelas empresas estão em consonância com os termos fiscais do contrato rubricado.
Por último, o CIP diz ser imperiosa, caso se prove a existência do crude, a mitigação dos impactos ambientais e sociais inerentes à pesquisa e exploração de hidrocarbonetos, pois as operações de prospecção e pesquisa de petróleo são sempre concorrentes com outras actividades como a pesca, a agricultura e o turismo. Alguns efeitos ambientais negativos já foram sentidos em vários projectos e os conflitos de exploração tem sido um sinal negativo, sugerindo a falta de capacidade do Estado na gestão dos recursos naturais de uma forma equilibrada.
(Redacção)

Chauque: A nomeklatura está com ansiedade de encher os bolsos, criarem empresas petrolíferas, terem as contas com acesso nos bancos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Até quando vou sobreviver meu Deus?

 Isto está mal muito mal, 2010 não é o ano para vencer como se dizia em Janeiro, este é o ano da desgraça e inicio do fim dos africanos, este ano subiu/vai subir tudo começando pela água , energia , gás, combustíveis, produtos da primeira necessidade, rand, dólar, e para piorar o cimento subiu. Estes são os principais problemas da nossa sociedade moçambicana.
Como é que um pais que o salário oficial são 2500mt, tudo subiu duma maneira alarmante, como é permitido um Pais que tem a sua própria água natural para o consumo e muita água , há sub-facturação dos valores ,a empresa águas de moçambique faz um preço exorbitante para o nível de vida que temos mas a empresa a desfrutar das  fontes de água sem custos , não falo de matérias que bem se entenda.
Moçambique é produtor de gás natural, claro que de baixa qualidade por isso não temos empresas para fabricar o gás directamente sem importar da África do sul, há 2 anos atrás o ministro da energia disse que a petromoc ia construir uma empresa de fabricação do gás natural para o consumo, até hoje nem se fala do assunto, estamos a comprar gás com preço alto, mas é exportado de moçambique para África do Sul.
Este para mim é o pior problema de todos que temos, como é que a energia vai subir 14% usando a energia da 4ª maior produtor de electricidade em África, vende para toda África austral, cahora bassa, só o exemplo na África do sul a energia esta mais barata para o consumo do que em moçambique, mas eles importam de moçambique, como é possível isso? e se não me engano a anos atrás ouvi do meu avó que cahora bassa é nossa, pena de não puder perguntar o meu avó porquê disse isso, ele morreu feliz, infelizmente pensando que era verdade.
Combustíveis, a dor de cabeça do governo,  realmente o governo está a fazer um esforço enorme para conter o controle dos preços chegando até a subsidiar o preço, o governo o esforço que faz não  porque pode estragar a economia do pais o aumento dos combustíveis, mas porque não quer o 2º 05 de Fevereiro de 2008, a não subida do diesel é para conter  o escândalo que o aumento dos preços fariam, os combustíveis são importado , o preço depende dos donos, em 2008  o antigo corrupto ministro dos transportes  se não estou em erro ou o actual ministro (ainda não corrupto), não tenho certeza, mas um deles disse que o estado ia controlar o uso dos combustíveis  para converter em gás os transportes, iria economizar os combustíveis diminuindo os carros dos protocolos, escoltas, etc etc, já passam quanto tempo? se tivessem feito isso não teria sido melhor? mas como em moçambique é só falar e prontos assim foi.
O ministro de energia na semana que subiu o preço da gasolina e gás , apelou a população para economizar os combustíveis como forma de economizar os gastos pessoais , e geralmente quando diz isso é para começarmos a usar bicicletas , patins, burros , cavalos, patos, como transporte e ele? ai é que me enerva porque quem gasta os combustíveis são os governantes, só para entender temos 30 ministros, 30 esposas, 30 vice-ministros, 30 esposas, 30 secretários permanentes, 30 esposas 30 directores dos ministérios, 30 esposas, 30 vice-directores, 30 secretárias, no mínimo 90 filhos de ministros, 90 de vice, 12 governadores, 12 esposas , 33 presidentes municipais, 33 esposas, 30 etc 30 etc, 30 etc, 250 deputados, quantos carros que nós compramos para eles gastarem combustíveis que pagamos com o nosso dinheiro dos impostos? porquê é que eles não poupam combustíveis temos que ser nós?
Como disse G.M há ministros que tem mais que 7 carros, e que carros meu Deus, de grandes marcas e a entreposto é a empresa que mais carros vende par o estado e prontos já sabemos de que marcas estamos a falar. E para além dos combustíveis compramos alimentação básicos para eles e não pagamos na malanga, pagamos em supermercados para eles, tenho a certeza que nem conhecem quanto está 1 quilo de alho porque isso nem é para eles, mas nós compramos na malanga não interessa se é homem ou mulher mas conhecemos os preços da malanga.
O cimento disparou duma maneira grave, como ainda sonhar a nossa querida futura casa a receber 2500mt? não é possível sinceramente falando , e nem aparece um ministro a tentar falar em algo pelo menos para aperceber que o estado esta preocupado com a subida do preço do cimento, produtos alimentares, nem o ministro de obras públicas, porque se eles tentarem defender-nos não vão lucrar com o projecto casa jovem, mas esse projecto será para os filhos deles não par o povo, e também sabem que nós é que vamos pagar as construções deles no belo horizonte e em condóminos que tem em todas zonas. O nosso estado não direi que não faz nada , faz mas para eles sim, não há preocupação com o povo , pelo menos vermos uma preocupação mesmo que não se realize, nada de nada, porque tem direito a tudo, hoje andam longe de nós mas quando chegam as eleições vão fingir de amigos e nossos colaboradores, e como também somos escovinhas e lambebotas vamos colaborar porque irão dar nos um pedaço de frango por cada dia  da campanha  que só são 45 dias e 1825 dias que são 5 anos vamos viver de cacana e areia. até quando todos moçambicanos teremos igualdade, porquê o estado não pode ser um exemplo a seguir? e agora?         

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cresce tensão entre desmobilizados de guerra e governo

Polícia tortura psicologicamente líder detido
O julgamento de Hermínio dos Santos está marcado para às 09 horas de hoje, no Tribunal da Machava

Enquanto Hermínio dos Santos está detido, o vice-presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique (FDGM), João Paulo Simba, confirmou à nossa reportagem que o ministro dos Combatentes, Mateus Kida, enviou esta quarta-feira um convite a solicitar encontro com os membros do fórum, na tarde de hoje. João Simba refere que antes de mais os membros do fórum exigem a soltura do seu presidente.

Maputo (Canalmoz) – A Polícia da República de Moçambique afecta à 1ª e 5ª esquadras do Município da Matola, bem como o Tribunal da Machava, estão a torturar psicologicamente o presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra, Hermínio dos Santos, detido em sua própria residência, desde a noite passada, terça-feira.
Os episódios que consubstanciam tal tortura psicológica seguem os trechos a seguir:
Ontem (quarta-feira), conforme apurou o Canalmoz, a Polícia fez de tudo para não indicar com clareza a esquadra onde Hermínio dos Santos se encontrava detido. Como quem pretendia “baralhar” tudo e a todos, primeiro a Polícia nos disse que a vítima estava enclausurada na 5ª Esquadra da Machava. Lá, informaram-nos que estava na 1ª Esquadra da Matola. Nesta esquadra diziam o contrário: que estava na 5ª esquadra.
Aliás, a família de Hermínio dos Santos só conseguiu localizá-lo na 1ª Esquadra da Matola, por volta das 13h30, graças à informação fornecida pelo Canalmoz depois de um vaivém àquelas esquadras.
Para variar, até a altura em que a reportagem do Canalmoz avistou Hermínio dos Santos, na 1ª Esquadra da Matola, não havia tomado alguma refeição, desde minutos depois das 19 horas da última terça-feira. Dos Santos está encarcerado numa diminuta cela onde se apinha com quase duas dezenas de reclusos.
Soubemos que logo após a sua detenção na noite de terça-feira passada, foi aprisionado na 5ª Esquadra da Machava, uma outra cela diminuta na companhia de outros 7 reclusos e de onde acabaria por ser transferido para a 1ª Esquadra da Matola. Regra comum é que as celas de ambas esquadras estão em péssimas condições para albergar reclusos.

5ª Esquadra da Machava

Ontem (terça-feira) pela manhã, a reportagem do Canalmoz escalou a 5ª Esquadra da Machava. A primeira informação prestada foi de que Hermínio dos Santos não estava ali porque na mesma noite da sua detenção, imediatamente foi transferido para a 1ª Esquadra da Matola.
O chefe de operações da 5ª Esquadra da Machava, Baptista Frange, disse ao nosso jornal que dos Santos não pernoitou naquela unidade policial porque a mesma não dispõe de celas em condições. Ele disse também que o caso da vítima em alusão será resolvido na 1ª Esquadra da Matola, uma vez que a sua residência, onde foi detido na noite de terça-feira, é no bairro do Infulene, Machava.
Segundo Baptista Frange, Hermínio dos Santos será encaminhado à Direcção da Polícia de Investigação Criminal da Cidade de Maputo”, garantiu.

1ª Esquadra da Matola

Por volta das 13h30 de ontem, a reportagem do Canalmoz conseguiu falar com Hermínio dos Santos, depois de muita insistência e sob vigia do chefe de operações da 1ª Esquadra da Matola, Carlos Luís, que disse que o detido estava ali em regime de transição para a PIC. Ele garantiu-nos que o recluso não tinha tomado refeições desde a sua detenção.

Hermínio dos Santos

O presidente do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique disse-nos que estava desapontado com a forma como ocorreu a sua detenção. Segundo ele, foram 13 agentes que o detiveram, dos quais 10 da Força de Intervenção Rápida (FIR), fardados e armados. Os outros três eram civis. Contou também que invadiram o seu quintal e enganaram o seu filho que inocentemente os levou para dentro da casa onde ele estava com a sua esposa e outros filhos menores. A primeira coisa que os agentes fizeram foi mandar-lhe assinar uma nota de busca e captura. Recusou-se a assinar, todavia os agentes, em superioridade numérica, obrigaram o líder dos desmobilizados de guerra a assinar tal documento. De sua casa foi encaminhado para a 5ª Esquadra da Machava. Desta para a 1ª da Matola.

Chauque: Herminio dos santos , foi solto hoje a tarde e adiado o seu julgamento para dia 18 de Agosto, em quanto que  a manifestação dos desmobilizados de guerra está marcado para este sábado



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

viva amizade

Depois de perder os pais, esse orangotango de três anos de idade estava tão deprimido que se recusava a comer e não respondia muito bem aos tratamentos e remédios. Os veterinários achavam que ele iria se entregar à morte. O velho cão foi encontrado perdido nos arredores do zoológico, e quando levado para dentro da sala de tratamento, se encontrou com o orangotango, e os dois se tornaram amigos inseparáveis desde então. 




 NB: Estas imagens e  conteudo foram enviados por email, não tendo a certeza do conteudo, mas as imagens são mais engraçadas do que dos humanos que não valorizam a amizade e respeito exigindo valores materiais como ponto de entrada e valorização da amizade.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Presidência da República: O Epicentro de Corrupção em Angola

                                                         Introdução            


O presente relatório revela o modo como a Presidência da República de Angola tem sido usada como um cartel de negócios obscuros e as consequências dessa prática para a liberdade e o desenvolvimento dos cidadãos assim como para a estabilidade política e económica do país. O texto responde aos apelos da política de tolerância zero contra a corrupção decretada pelo Presidente José Eduardo dos Santos, a 21 de Novembro de 2009.
Por uma questão de clareza, a investigação cinge-se a uma pequena amostra das práticas comerciais empreendidas pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”. A este cabe a coordenação dos sectores de defesa e segurança do país. Com este dirigente, o chefe de Comunicações da Presidência da República, general Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, e o presidente do Conselho de Administração e director-geral da Sonangol, Manuel Vicente, formam o triumvirato que hoje domina a economia política de Angola, sem distinção entre o público e o privado. Manuel Vicente junta ainda, aos poderes acumulados pelos generais e a Sonangol, o facto de ser um dos membros mais influentes do Bureau Político do MPLA, como delfim do presidente e responsável pela fiscalização dos negócios particulares do partido no poder.
A petrolífera nacional é a maior empresa do país e o maior contribuinte das receitas do Estado. Vários analistas têm considerado a Sonangol como o principal instrumento da manutenção do regime de José Eduardo dos Santos nos domínios financeiro, político e diplomático, assim como é a principal fonte de enriquecimento ilícito dos seus principais dirigentes. Ler mais

Discurso de Obama No Fórum dos Jovens Líderes Africanos

Bem-vindos à Casa Branca e aos Estados Unidos da América. Incluo também os nossos amigos do Gana, que nos derrotaram no Mundial. (Risos.) Onde é que vocês estão? Aí? Tudo bem. Foi por pouco. Encontramo-nos em 2014. (Risos.)
 É uma grande honra para mim dar-vos as boas-vindas a este Fórum de Jovens Líderes Africanos. Vocês vieram de quase 50 países para estarem aqui connosco. Vocês reflectem a extraordinária história e diversidade do continente. Já se distinguiram como líderes — na sociedade e no desenvolvimento civil, nos negócios e nas comunidades de fé — e têm um extraordinário futuro à vossa frente.
Na realidade, vocês representam a África que, muitas vezes, é ignorada — o grande progresso que muitos africanos têm obtido e o potencial ilimitado que vocês têm à medida que avançam no século XXI.
Convoquei este fórum por uma simples razão. Como referi quando estive em Acra no ano passado, não considero África um mundo à parte; considero-a uma parte fundamental do nosso mundo interligado. Quer seja na criação de postos de trabalho numa economia global ou na disponibilização de educação e cuidados de saúde, no combate às alterações climáticas, no confronto de extremistas violentos que só provocam destruição ou na promoção de modelos prósperos de democracia e desenvolvimento — por tudo isto nós precisamos de uma África forte, auto-suficiente e próspera. O mundo precisa do vosso talento e da vossa criatividade. Precisamos de jovens africanos prontos a trabalhar não apenas nos seus próprios países mas em todo o mundo.
E os Estados Unidos querem ser vosso parceiro. Por isso fico contente de saber que já hoje ouviram a Secretária de Estado Clinton e que nos acompanham representantes da minha administração que se encontram a trabalhar para intensificarem essa parceria diariamente.
Acho que não poderia haver um momento melhor do que este para realizar esta reunião. Este ano, povos de 17 países da África Subsariana estão a celebrar com orgulho o quinquagésimo aniversário da sua independência. Qualquer que seja o ponto de vista, 1960 foi um ano extraordinário. Do Senegal ao Gabão, de Madagáscar à Nigéria, os africanos celebraram nas ruas — ao mesmo tempo que as bandeiras estrangeiras eram retiradas e as suas próprias eram içadas. Assim, em 12 notáveis meses, quase um terço do continente obteve a independência — uma explosão de autodeterminação que veio a ser conhecida como “o Ano de África”. Por fim, estes africanos eram livres para decidirem as suas próprias vidas e para talharem o seu próprio destino. ler mais

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cadeia para um figurão sul-africano



O Judiciário da África do Sul fez história hoje ao determinar 15 anos de cadeia para Jackie Selebi, ex-chefe da polícia do país (2000 a 2008).

É o mais graduado político do país já condenado por corrupção, e um dos mais importantes em toda a África (descontando julgamentos políticos de ex-presidentes). Selebi, hoje com 60 anos, também foi presidente da poderosíssima Juventude do Congresso Nacional Africano (o partido que governa a África do Sul há 16 anos) e também embaixador sul-africano na ONU. Por um curto período, também presidiu a Interpol, a organização multinacional que caça criminosos que cruzam fronteiras.
Um senhor currículo portanto, o que só aumenta o espanto com sua sentença, lida hoje por um juiz em Johannesburgo (a condenação em si já havia sido dada, faltava o “detalhe” de quanto tempo ele deverá passar na cadeia).
Num país em que a criminalidade ocupa espaço no debate político até maior do que no Brasil, ser chefe da polícia é um cargo de extrema importância. O comandante desta força tem mais poder do que a maioria dos ministros, e senta-se em reuniões de gabinete. Manda mais até do que o ministro da Justiça.
O caso é digno de um episódio de “Sopranos”. Selebi foi investigado pelo Ministério Público por suas conexões com um cidadão chamado Glenn Agliotti, mafioso e barão do tráfico de drogas. A constatação dos promotores é de que Agliotti pagou o equivalente a R$ 300 mil a Selebi para que ele tolerasse suas atividades criminosas. Um belíssimo suborno, em outras palavras.
Selebi foi pego porque não resistiu e desrespeitou a regra número 1 dos corruptos: se roubar, não ostente. Um senhor até então simplório, cuja fisionomia lembra vagamente a do ator Morgan Freeman, começou a dar banda de ternos caríssimos e carrões. A mudança brusca no estilo de vida despertou a curiosidade dos promotores. Bingo. Selebi foi pego no ato.
Ele terá agora 14 dias para recorrer da sentença, mas o Judiciário já não tem muita paciência com ele, como demonstrou ontem a decisão do juiz Joffe Meyer. “Em nenhum momento o acusado demonstrou qualquer indicação de remorso. Mentiu e fabricou versões com o objetivo de fugir das conseqüências de sua conduta”, afirmou o juiz.
Num país com apenas 16 anos de democracia, a condenação do ex-chefão da polícia é um raríssimo caso de Justiça sendo aplicada a alguém conectado ao regime. Até hoje a regra tem sido a de que “camaradas” que se deslumbram com o poder são perdoados, ou têm o crime relativizado, na mesma proporção de sua contribuição para a luta contra o apartheid.
No começo desta década, por exemplo, o então ministro da Defesa, Joe Modise, foi alvo de acusações gravíssimas de corrupção. Mas nada aconteceu. Motivo: havia sido comandante da força guerrilheira do CNA nos anos 80.
Mesmo no caso de Selebi, muitas foram as vozes no governo que se levantaram em sua defesa. Mas dessa vez os promotores mostraram que são um bastião de independência num país em que quase tudo está ligado de maneira promíscua ao governo.

Chauque: Bom exemplo para todos os estados africanos que defendem os seus membros corruptos ,assassinos, barões da droga por serem do seu partido e terem disparados primeiros tiros contra os colonizadores, ficando eles como os colonizadores exploradores de tudo, desde a população a riquezas dos seus países. só mudaram da raça. Moçambique exemplo concreto temos o caso aeroporto, foram condenados os corruptos mas estão ai a passear a espera do recurso a mais de 2 meses enquanto k na África do Sul são 14 dias.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Como lidar com um tirano e herói?


O homem é nada menos do que um herói. Um gênio militar, frequentemente chamado de “Napoleão africano”, invadiu Ruanda em abril de 1994 e interrompeu um dos grandes genocídios do século 20. O país que ele governa desde então é limpo, organizado, relativamente próspero. Corrupção é praticamente inexistente. A economia, a educação e a infraestrutura fizeram progressos notáveis.

Mas...
O homem é também um ditador, que silencia jornais, persegue opositores, sufoca ONGs. Desde o começo do ano, seu regime tornou-se especialmente autoritário. Se ainda tinha o benefício da dúvida, não há mais o que questionar, depois do que aconteceu nos últimos meses: Paul Kagame é um tirano.E é também um dilema para a comunidade internacional. Como lidar com um exemplo perfeito de déspota esclarecido? (Mas não o único: Yoweri Museveni, em Uganda, e Meles Zenawi, na Etiópia, são mais dois casos).
Kagame enfrenta uma eleição presidencial em 9 de agosto em que não há a menor dúvida de que vencerá. Ele ainda é mais admirado do que temido em seu país. Sua popularidade faria Lula corar de inveja. Mas decidiu não correr riscos.
Seu pretexto é o genocídio que ele parou, num momento em que mais de 800 mil pessoas já haviam sido mortas por radicais da etnia hutu. Ao menor sinal de dissidência ou oposição interna, ele cola no adversário a pecha de um revisionista, ou um saudosista da matança.ler mais aqui