quarta-feira, 16 de março de 2011

Auto-estima é para estrangeiros ou para moçambicanos(???)


Mas que porcaria de auto-estima terei eu, se o meu Bi leva 4meses para ter, o meu passaporte leva 45 dias, o meu filho que tem 7 anos até hoje não tem cédula desde 2004, não tenho a legalização do meu terreno (DUAT), não tenho facilidades para obter empréstimo em qualquer instituição bancaria, não tenho direito de matricula em escolas públicas para estudar para mim nem para os meus filhos, não tenho direito a nenhuma audiência para qualquer governante do estado, não tenho direito a nada no meu pais Moçambique, mas um ESTRANGEIRO NO MEU PAIS TEM DIREITO A TUDO EM TEMPO MUITO CURTO MAIS DO QUE EU MOÇAMBICANO,COMO TER AUTO-ESTIMA ASSIM?  SE O GOVERNO NÃO TEM AUTO-ESTIMA PARA COM OS MOÇAMBICANOS? peço ajuda dos visitantes.

NB.o mapa actual do moçambique é real.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Piratas somalis sequestram família

Pretória (Canalmoz) - Uma família dinamarquesa - pais e três filhos adolescentes - foram sequestrados por piratas somalis quando estavam velejando em um navio no Oceano Índico. A informação foi dada por autoridades do governo da Dinamarca.

O Ministério das Relações Exteriores dinamarquês informou que os adolescentes têm entre 12 e 16 anos de idade. Durante o sequestro também foram capturados dois integrantes da tripulação.
O navio foi apreendido pelos piratas no dia 24 de Fevereiro. Estarão agora, segundo o Africa21, conduzindo a embarcação para a Somália.

Negócio milionário

A pirataria em alto mar é um negócio altamente lucrativo na Somália, e gangues costumam exigir resgates milionários.
Na semana passada, a força naval anti-pirataria da União Europeia informou que os piratas retêm actualmente um total de 31 navios e 688 reféns.
Muitas das embarcações que eles têm em seu controle são navios cargueiros que velejavam pelo Golfo de Áden, uma das vias mais movimentadas do mundo marítimo.
O ministério das Relações Exteriores da Dinamarca informou que o navio enviou um sinal pelo rádio confirmando que o barco havia sido sequestrado por piratas.
“É quase intolerável pensar que há crianças envolvidas e só me resta denunciar fortemente a acção dos piratas'', afirmou a ministra das Relações Exteriores dinamarquesa, Lene Espersen, citada pela BBC.
A ministra acrescentou que o governo dinamarquês fará tudo em seu alcance para ajudar os reféns, mas não quis dar mais detalhes sobre a acção dos sequestradores, alegando temores de que isso pudesse prejudicar os reféns.
Os dinamarqueses são o segundo grupo de velejadores não-comerciais capturados pelos piratas nas últimas semanas.
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Chauque: Mais até quando essa porcaria dos piratas em pleno século 21 controlarem o mundo inteiro, circularem avontade em pleno oceano indico, e o que mais me irrita é o silencio dos nossos governantes pelo sequestro dos nossos irmãos moçambicanos , qualquer ministro diz que não sabe nada porque nunca receberam informação oficial, se fossem seus filhos ou familiares diriam isso?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Iraê Lundin emite “alerta vermelho” aos governantes


“Quem sustenta o governante é o povo; quem o legitima é o seu povo"

A investigadora Iraê Lundin disse que os governantes que não respeitam o poder dos seus povos poderão ser afectados pela onda de manifestações que se alastram um pouco por toda a África. “Aquele governante que está no poder pela força - até pode ter sido eleito de maneira legítima, mas não se comporta, hoje, no sentido de considerar as regras democráticas - fomenta a corrupção, não considera o bem-estar do seu povo, não lembra que o poder é muito bom e é sustentado pelo povo. Se isto acontece, acho que esse governante pode ficar de alerta”, disse Lundin.
“Quem sustenta o governante é o povo; quem o legitima é o seu povo. O governante que foi posto no poder por eleições justas, livres e transparentes, e que no exercício do poder as suas acções concorrem para consolidar essa legitimidade, esse governante pode ficar muito tranquilo; ele vai cumprir o seu mandato e o povo vai estar ao seu lado”, acrescentou.
A investigadora acredita que a questão de fundo tem que ver com a legitimidade, uma vez que alguns governantes começam com um elevado grau de legitimidade, porém, à medida que o tempo passa, essa legitimidade reduz quando começam a tentar alargar os seus mandatos para além do que está consagrado na constituição.
Em relação ao congelamento das fortunas dos presidentes depostos no âmbito das revoltas populares, Lundin acusou algumas instituições ocidentais de hipocrisia. “É interessante que cada vez que Ben Ali ou Hosni Mubarak enviavam dinheiro para bancos ocidentais nunca lhes era questionada a proveniência do mesmo.

Inocêncio Tamele, O País
Chauque: para o bom entendedor meia palavra basta, é muito interessante o ponto de vista da  investigadora Iraê Lundin, ela tem uma visão real da situação da população actual ,porque os presidentes eleitos acabam por dispersar os que lhe deram o puder, cria grupos de amizades dos mais próximos do partido e da família, escolas, serviços, empregos é para os mais próximos ao presidente, já agora conheço um senhor que teve 2 vagas para meter os filhos na ISRI, imaginem quantos zé ninguém que perderam oportunidades concorrendo legalmente para estudarem? isto está ao contrario.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Corrupção está a tirar confiança às instituições do Estado

A sala de conferências do novo edifício da PGR foi baptizada com o nome de Armando Emílio Guebuza


Maputo (Canalmoz) – O presidente da República (PR), Armando Guebuza, reconheceu na manhã de ontem, em Maputo, que a corrupção é um mal que está a fazer com que os cidadãos percam a confiança nas instituições do Estado. Guebuza fez estas declarações quando discursava após a inauguração dos novos edifícios da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Gabinete Central do Combate à Corrupção (GCCC).

Armando Guebuza voltou a recordar que o combate à corrupção continua a ser uma das prioridades do seu Governo, e disse que “tudo está a ser feito” para combate-la. Classificou a corrupção como “um mal que põe em causa a confiança de cidadãos nas instituições do Estado”.
Como comprometimento do seu Governo em combater a corrupção, Guebuza fez notar que foi por isso que se decidiu criar em 2004, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) e a Estratégia Anti-corrupção.
Guebuza diz que o desempenho do Gabinete de Combate à Corrupção e a implementação da Estratégia Anti-corrupção trouxeram uma “nova” dinâmica na luta contra a corrupção.
No entanto, o último ranking da Transparência Internacional coloca Moçambique como o 116º país mais corrupto do dotal de 178 avaliados ler mais

Chauque: tudo em moçambique é batizado com os nomes do PRs, pontes, escolas,salas de conferencias. ficam 10 anos  e podem vir a até 15 anos se mudarem a constituição, mas nunca deram os seus nomes a um cimentério, eu já imagino porquê.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Oposição e religiosos exigem desculpas a Jacob Zuma

Partidos da oposição e o Conselho das Igrejas da África do Sul apelam ao Presidente sul-africano, Jacob Zuma, para pedir desculpas pelo seu discurso segundo o qual só os membros do Congresso Nacional Africano (ANC) é que serão aceites no “paraíso”.
Zuma discursava fim-de-semana num comício realizado em Mthatha, província do Cabo Oriental (terra natal do primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela), inserido numa campanha eleitoral do seu partido para as autarquias deste ano, cuja data ainda não foi anunciada.
Na reunião, ele declarou que somente os militantes do ANC é que têm lugar assegurado no paraíso, o que para as organizações religiosas é uma blasfémia.
Eddie Makue, Secretário- Geral do Conselho das Igrejas da África do Sul, convidou assim ao Presidente a pedir desculpas pela blasfémia, que pode separar os sul-africanos.
Disse ser preocupante ouvir do Presidente um discurso do género, pedindo aos dirigentes sul-africanos que se distanciem deste tipo de declarações.
O líder do Partido Cristão Democrático Africano (ACDP), Kenneth Meshoe, descreveu o pronunciamento de Zuma de uma “desgraça”. Meshoe disse que a declaração não é mais senão um engano aos sul-africanos e um “insulto” às congregações religiosas.
Por seu turno, a líder da Aliança Democrática (DA), na oposição, Helen Zille, disse que as palavras de Zuma são “totalmente incendiárias, perigosas por dividirem as comunidades sul-africanas”. Zille afirmou que o discurso do Presidente é uma “vergonha e chantagem a organizações religiosas”.
No comício, o estadista sul africano afirmou que quem estiver a votar a favor do seu partido estava automaticamente a entrar no paraíso, acrescentando que quem tiver o cartão de membro do ANC estava abençoado. Em 2008, Zuma foi alvo de críticas depois de afirmar que o ANC iria governar até a vinda de Jesus Cristo.

Chauque: Mas que porcaria de Satanás esta a governar a RSA? a dirigentes africanos que não estão há dos movimentos da juventude a lutar pela saída de presidentes ditadores que só comem com os membros do seu partido e a sua família, isto esta claro o Zuma é um deles só que se prepare porque as mudanças são inevitáveis em África mesmo o presidente angolano vai sair, o kadafe ,e etc,etc, até que o kadafe luta para o desenvolvimento do seu pais e a população só que já estão cansado dele, não falta muito, até na swazilândia a democracia vai existir, ai vamos ver se terá 50 mulheres





segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ACIDENTE DE MBUZINI


Interferências de Pik Botha ameaçaram idoneidade das investigações

O antigo ministro dos negócios estrangeiros sul-africano, Pik Botha, interferiu nos trabalhos da comissão de inquérito instaurada pela África do Sul como Estado de Ocorrência do acidente de Mbuzini, pondo em cheque a autoridade dos investigadores que no terreno procediam à identificação das causas do desastre de aviação em que perdeu a vida o primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel. Segundo Theresa Papenfus, autora da obra biográfica «Pik Botha and His Times», o ex-ministro sul-africano tomou a iniciativa de entregar às autoridades moçambicanas a documentação da aeronave sinistrada em Mbuzini, à revelia dos preceitos que regem as comissões que investigam acidentes de aviação.
A autora cita o investigador responsável pela parte sul-africana, Rennie van Zyl, a dizer que Pik Botha “havia tornado mais difícil a tarefa dos investigadores pois ele, infelizmente, já havia concordado que os moçambicanos retirassem documentos de entre os destroços do avião. Perdemos muitas provas. Conseguimos salvar as caixas negras quase no fim, pois Pik Botha até estava disposto a entregá-las a Moçambique”. Acrescenta Van Zyl, referindo-se ao investigador-chefe, pela parte sul-africana, “Felizmente, o Piet de Klerk evitou que isso acontecesse e a seguir a polícia colocou as caixas negras sob sua custódia”.
A União Soviética, com o apoio de Moçambique, insistiu sempre na entrega incondicional das caixas negras às autoridades de Moscovo. Van Zyl volta a ser citado na biografia a dizer que “os russos sugeriram que Piet de Klerk levasse as caixas negras para Moscovo. Não concordámos, pois não sabíamos se voltaríamos a ver, quer Piet de Klerk, quer as caixas negras”. Van Zyl afirma que as partes soviética e moçambicana acabariam por aceitar uma proposta sua de que as caixas negras fossem abertas num país neutro, a Suíça. Isto, no caso do gravador de cabine (CVR). Relativamente ao gravador digital de dados (DFDR), Van Zyl propôs que a África do Sul ficasse com uma cópia, sendo a outra aberta e descodificada em Moscovo na presença de representantes dos três países.
De acordo com Van Zyl, quando a 14 de Novembro de 1986 ele apresentou a proposta em Maputo, “tanto os soviéticos como os moçambicanos levantaram objecções, especialmente face às declarações recentemente proferidas pelo ministro soviético da aviação civil”, Ivan Vasin, que mesmo antes da abertura das caixas negras já tinha decidido quais haviam sido as causas do acidente. Adianta Van Zyl: “Quando eram cerca das 9 horas da noite, um dos russos perdeu as estribeiras com o colega da KGB e disse-lhe algo em russo. O homem da KGB tentou calá-lo. Meia hora depois, o acordo estava assinado e à meia-noite eu estava de regresso a Joanesburgo.”
Voltando a referir-se a Pik Botha, o investigador responsável pela parte sul-africana disse que o ex-ministro dos negócios estrangeiros da África do Sul consentiu que o mecânico de bordo, Vladimir Novoselov, fosse evacuado do Hospital Militar 1 em Pretória. Van Zyl afirma que quando se deslocou a Moscovo em Dezembro de 1986, as autoridades soviéticas impediram-no de entrevistar Novoselov, alegando “dificuldades de transporte” para São Petersburgo, cidade onde se encontrava o mecânico de bordo. Idêntica sorte tiveram os investigadores da comissão de inquérito moçambicana presentes na capital soviética.
Quando o Relatório Factual elaborado pelos investigadores dos três países foi apresentado perante a Comissão de Inquérito sul-africana num tribunal de Joanesburgo em Janeiro de 1987, Novoselov não foi autorizado pela União Soviética a testemunhar nem a ser acareado. Sob pressão de Moscovo, Moçambique retirar-se-ia dos trabalhos da Comissão de Inquérito instaurada pelo Estado de Ocorrência, não comparecendo no tribunal de Joanesburgo, apesar do representante oficial moçambicano junto dessa comissão, Dr. Paulo Muxanga, ter solicitado momentos antes, à parte sul-africana, que recomendasse uma firma de advogados para defender os interesses de Moçambique nessa instância jurídica.
Do Hospital Militar 1, Vladimir Novoselov foi evacuado para Maputo a 29 de Outubro de 1986. Novoselov seguiu da capital moçambicana para Moscovo no dia 5 do mês seguinte, tendo o Presidente Joaquim Chissano apresentado cumprimentos de despedida a esse tripulante no mesmo dia, deslocando-se para o efeito à Representação Comercial da União Soviética em Maputo.
Em «Memórias em Voo Rasante», Jacinto Veloso, que integrou a Comissão de Inquérito moçambicana, revelou que a Embaixada Soviética em Maputo por duas vezes impediu que investigadores moçambicanos entrevistassem Novoselov entre os dias 30 de Outubro e 5 de Novembro de 1986, alegando que o mecânico de bordo do Tupolev presidencial não se encontrava em bom estado de saúde.
A autópsia aos corpos da tripulação foi outro caso apontado na biografia, «Pik Botha and His Times», como revelando interferência do antigo ministro sul-africano dos negócios estrangeiros nos trabalhos da Comissão de Inquérito. Sem o consentimento dos investigadores sul-africanos, em Mbuzini Pik Botha concordara com o ministro da segurança moçambicano, Sérgio Vieira, que os corpos dos tripulantes fossem imediatamente transferidos para Maputo. Os investigadores conseguiriam, porém, que os corpos fossem primeiro transportados para o hospital de Komatipoort para extracção de humor vítreo, e de sangue mediante a incisão de golpes no pescoço. A autópsia ao cadáver de Samora Machel seria efectuada em Maputo por um médico patologista sul-africano com o apoio de médicos moçambicanos e cubanos.
(Redacção)

2011-01-24 05:40:00

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tunísia: O desempregado que derrubou um ditador

O doloroso suicídio de um jovem no desemprego conduziu à queda do homem que, com punho de ferro, dirigia a Tunísia há 23 anos. Mohamed Bouazizi é o mártir de uma revolução inédita no Norte de África.
Mohamed Bouazizi teria pouco mais de 20 anos e era um apaixonado pelas Ciências Informáticas (ao contrário do que foi inicialmente avançado, a imprensa francófona não garante que o jovem se tenha licenciado na área). Sonhava com uma carreira no mundo das novas tecnologias. Só não contava com a pena actualmente imposta a cerca de 60% dos diplomados tunisinos.
Num país onde o ditador Ben Ali e a sua família ainda controlam a economia após uma vaga pouco transparente de privatizações, o trabalho está reservado àqueles que têm sorte ou aos que gozam de relações privilegiadas com a diminuta e poderosa elite de Tunes. Na Tunísia, como em outros tantos países, não são as qualificações ou o mérito que determinam o sucesso. É antes o nome, o casamento ou a filiação partidária.
No desemprego, Bouazizi viu-se forçado a vender frutas e legumes nas ruas da sua cidade natal do centro-oeste, Sidi Bouzid, para alimentar a família. Mas não tinha a necessária licença de comércio, difícil de obter no labirinto da burocracia e corrupção tunisina. A 17 de Dezembro de 2010, a polícia confiscou-lhe a banca e a balança. Segundo testemunhos locais, terá sido agredido e humilhado pelas autoridades.
Nessa mesma sexta-feira, Bouazizi deslocou-se à autarquia de Sidi Bouzid para tentar regularizar a situação. Não conseguiu. Com o dinheiro que restava, comprou um litro de gasolina. Despejou o combustível sobre a cabeça e imolou-se pelo fogo.
Com ele, incendiou a revolta dos tunisinos. A notícia do radical protesto foi inicialmente censurada pela imprensa estatal, mas a história espalhou-se pelas redes sociais da Internet, como o Facebook, o Twitter e o YouTube. Milhares de jovens desempregados começaram a sair às ruas. Vários licenciados sem trabalho, como Houcine Néji, de 24 anos, seguiram o exemplo de Bouazizi e cometeram suicídio pelo fogo ou subindo a postes de alta tensão.
Apesar dos ferimentos graves, Bouazizi não morreu de imediato. Foi transferido para unidade de queimados do hospital de Ben Arous, nos arredores da capital tunisina Tunes. Quando o regime pensava ainda poder conter a vaga de contestação, o Presidente foi visitá-lo. Desejou-lhe as melhoras e prometeu prestar-lhe todo o auxílio possível.
Mas Ben Ali e Mohamed Bouazizi eram dois homens condenados que se olhavam mutuamente. O jovem de 23 anos morreu a 4 de Janeiro. Milhares compareceram no funeral, no dia seguinte. «Hoje choramos a tua morte, amanhã vamos fazer chorar quem te matou», era um dos slogans na cerimónia transformada em comício.
Não se sabe se Bouazizi se terá apercebido da revolta que despoletara. O que é certo é que não assistiu à sua conclusão. Ao fim de quase um mês de violentos protestos que vitimaram perto de uma centena de pessoas (pouco mais de 20, segundo o regime), o Presidente Ben Ali dissolveu sexta-feira o Parlamento e fugiu do país. Segundo as últimas informações, o ditador deposto encontra-se na Arábia Saudita. A Tunísia, pela primeira vez após séculos de colonialismo e décadas de autorita

pedro.guerreiro@sol.pt
http://comunidademocambicana.blogspot.com/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Conferência internacional da Juventude, na RSA

- OJM ,que decepção ,como sempre


Sinceramente falando isto foi a pior merda que a OJM e seus lambibotas escovas cometerão em nome da República de Moçambique, nem acreditei quando vi na TVM as 11:07 h do dia 24 de Dezembro na África do sul , a delegação Moçambicana presente , repito todas províncias menos Nampula se não estou em erro,
Durante os desfies os Moçambicanos exibiam 98% das bandeiras da Frelimo, sim do partidão e não da república de Moçambique, mas que porcaria disculpe-me carros visitantes estou com os nervos em alta, vi isso e depois das 18 h comentei numa barraca com o secretário do bairro e mais alguns Moçambicanos , aquilo foi um derrame do crude, todos acharam uma ofensa a todos os Moçambicanos que pagam impostos e são oferecidos a OJM pelo orçamento do estado, atenção o estado, não o partido frelimo,  vi o lambibota comentador na Stv, no ponto de vista, vestido com a camiseta da frelimo, incluindo o secretário geral da OJM com a camiseta da frelimo e não a bandeira da república de Moçambique, e assim dando a entender a todo o mundo qual é a bandeira da república de Moçambique, que merda .
Até quando saberemos saparar o joio do trigo e não comparar os assuntos nacionais do estado e dum partido, e para o cúmulo os que estão nessa vergonha são os doutores pergunto eu doutores do quê? Como e que um doutor não sabe separar os assuntos, não e por mal eu nunca fui membro da OJM porque o seu comportamento foi suspeito, e não me arrependo, ainda não faço parte da nenhuma organização juvenil nem partidária, apenas faço parte dos que tem um pensamento diferente de escovinhas lambibotas com o objectivo de um dia Moçambique ser um Pais independente democrático e a desenvolver para frente, boas entradas aos meus leitores.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

OS “CAMARADAS” JÁ NÃO SATISFAZEM OU ESTÃO ESGOTADOS?

Canal de Opinião: por Noé Nhantumbo, por Noé Nhantumbo

Trata-se simplesmente de incapacidade de aproveitar as condições existentes? Pode ser tudo isso ou simplesmente uma questão de fim de estrada?... Os “camaradas” trouxeram a independência, mas também trouxeram novos cancros sócio-políticos de difícil tratamento.
Beira (Canalmoz) - Aquela pujança discursiva que até convencia multidões, com que se apresentavam “os camaradas” nos primeiros anos pós-independência está esmorecendo a uma velocidade incrível. O discurso de tantas vezes repetido perdeu sentido sobretudo quando os cidadãos aprenderam a comparar o dito com o feito.
De uma contribuição a todos os títulos louvável, em prol da independência política nacional e do estabelecimento de uma república independente, chegou-se a um ponto em que se começou a questionar o significado de tudo o que era proclamado como verdade.
O comportamento e a postura da classe dirigente proveniente da guerrilha independentista começou a constituir motivo de dúvidas que se foram avolumando e na verdade, atingiu-se um ponto em que de simples questionamento avançou-se para a recusa de aceitar-se como verdade o que era obviamente discurso populista, demagogo e lesa-pátria.
Quando se “zangam as comadres descobrem-se as carecas” diz o ditado popular.
Afinal muito do que foi sendo dito ao longo dos anos por aqueles em que as pessoas acreditavam ingenuamente como puros e imaculados heróis, não é tão bem verdade e mesmo de suas hostes surgem cada vez mais contestações e críticas sobre como se comportam e agem “antigos camaradas”.
Na tentativa de rapidamente substituir a administração colonial portuguesa e em seu lugar estabelecer uma administração genuinamente moçambicana houve uma corrida desenfreada para “escangalhar o aparelho de estado colonial”.
Sem uma base de recursos humanos com tradição e competência técnica comprovada os erros de percurso não se fizeram esperar. Lógico que todos acreditamos que era necessário que algo fosse feito. Só que entre fazer alguma coisa e destruir alguma coisa existem diferenças. É mais fácil estragar e destruir do que construir.
Foi muito difícil e continua sendo difícil para os governantes moçambicanos optarem pelo aproveitamento do que de nacional existe em termos de recursos humanos. Toda a massa de funcionários moçambicanos que pertencera aos quadros técnicos e administrativos coloniais foi estrategicamente preterida e colocada numa posição de subalternidade e na margem dos processos. Isso fazia parte da estratégia adoptada de “escangalhar o aparelho de estado colonial”.
Se houve ou não assessoria “socialista” por essa opção e se ela deveria ser implementada conjuntamente com uma outra de afugentar rapidamente os quadros técnicos coloniais é algo que só os dirigentes políticos da altura poderão dizer.
Pelo que se pode avaliar nos dias de hoje essa estratégia foi um erro colossal pois impediu que o país aproveitasse de toda uma experiência e conhecimentos acumulados que se utilizados poderiam muito bem fazer a diferença entre o desgoverno e falta de comando administrativo, entre a falta de rotinas burocráticas e a capacidade de servir os cidadãos em tempo oportuno.
O que hoje se diz quanto a postura dos funcionários públicos era um dado adquirido naqueles tempos em que se colocou na “prateleira” quem sabia fazer e sabia estar na Função Pública.
A rápida promoção de pessoas sem a necessária formação profissional para o exercício de cargos de chefia promoveu uma cultura nova de funcionamento e comportamento das instituições governamentais. A confiança política que assim começou a ser critério aberto de promoção de quadros trouxe consequências desastrosas para todo um aparelho de estado emergente.
A actualização de estudos e a consultoria é algo oneroso e necessário que se faz para um aproveitamento cada vez maior e melhor dos recursos. Só que tais acções poderiam muito bem ter sido economizadas a partir da utilização do banco de dados e conhecimentos existente.
Os ganhos ao nível económico, político e social não tiveram a avaliação pertinente.
E a tendência volta a repetir-se nos dias de hoje. Cada chefe que assume funções corre a substituir toda a máquina em nome de uma suposta confiança política. Já nem se trata de substituir gente que professa uma ideologia diferente mas, sim, colocar pessoas de obediência inquestionável ao novo chefe.
Assim no lugar de construir o presente e o futuro com base nos conhecimentos e experiências acumuladas pela sociedade entra-se pela via de começar sempre de um hipoteticamente novo.
 Mas na verdade aqui reside a base do logro e de toda uma estruturação governamental que acaba servindo indivíduos e não os cidadãos e a sociedade em geral.
O esgotamento de ideias ou a falta de perspicácia e capacidade para discernir o que de facto deve ser feito é uma resultante de uma postura e posicionamento político virados para o aproveitamento das vantagens que os cargos públicos dão aos seus titulares.
Não é por acaso que tanto o gado para o fomento pecuário ou os tristemente famosos 7 milhões de meticais para as iniciativas locais acabam por ser abocanhados pelos governantes afectos na sua distribuição.
Não é por acaso que as joint-ventures estabelecidas são de engenharia que beneficia abertamente os titulares dos cargos públicos afectos aos sectores em que ocorrem.
Não é por acaso que milhares de hectares de terra produtiva são colocados no defeso à espera da próxima iniciativa de capitalização.
Não é por acaso que as joint-ventures estabelecidas com o beneplácito de poderosos governantes não sofrem sanções nem são penalizadas quando deixam de servir os objectivos para que foram criadas.
E assim, obviamente que estão criadas as condições para a proliferação da impunidade judicial e da corrupção.
O sentimento de missão cumprida deve estar cada vez mais longe dos “camaradas”. Trouxeram a independência mas também trouxeram novos cancros sócio-políticos de difícil tratamento.
Quem olha para Moçambique de hoje fica perplexo e confuso sobre tudo o que se passa. É difícil compreender como é que um país prenhe de recursos tem a maioria de sua população no mercado informal e vegetando no campo. Como pode um governo revelar-se incapaz de orçamentar estrategicamente de tal sorte que sectores vitais como a Educação e a Saúde sejam e recebam o tratamento preferencial que se mostra necessário?
Mudam ministros e outros são promovidos mas a Educação continua apresentando resultados negativos. Os níveis de aprovação nos diferentes subsistemas indicam que algo grave existe mas não há prontidão, abertura, nem honestidade suficientes para se embarcar num diagnóstico nacional que revele a todos a natureza do problema.
E depois quem disser que assim não se está combatendo pobreza alguma corre o risco de ser catalogado como “apóstolo da desgraça”... O que vale é que esse epíteto já começa a ser uma medalha para quem se vê vilipendiado por tanto incompetente! (Noé Nhantumbo)

2010-12-29 08:18:00

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

WikiLeaks faz tremer “numenklatura” Frelimo inviabiliza ida do Governo ao Parlamento para falar dos “telegramas” americanos

A ex-primeira ministra Luísa Diogo diz que o Governo de Moçambique não tem de explicar nada, alegadamente porque “a maior parte dos líderes e políticos do mundo chamados a comentar sobre os conteúdos dessas revelações, recusaram-se a fazê-lo, alegando a falta de fundamento e base de sustentação, e porque, na maioria dos casos, se tratavam de meras conjecturas sem qualquer base factual.”


Maputo (Canalmoz) – A bancada parlamentar da Frelimo, na Assembleia da República (AR), inviabilizou, ontem, o agendamento do debate sobre as bombásticas informações publicadas pelo Wikileaks, que envolvem nomes de altos dirigentes do Estado e do partido Frelimo em operações de narcotráfico e outras actividades ilícitas. Chegaram inclusivamente a indiciar o próprio chefe de Estado, Armando Guebuza, e o seu antecessor, Joaquim Chissano, de serem condescendentes ou “cúmplices” de narcotraficantes. E Luísa Diogo de ser uma colectora de gorjetas para o seu partido.
A bancada parlamentar da Renamo submeteu na quarta-feira última, o pedido de agendamento “urgente” do caso Wikileaks. A Renamo pretendia um debate com a presença do Governo, no qual este explicaria aos moçambicanos o que se está a passar.
Na sua fundamentação, a Renamo refere-se “preocupada com o facto de figuras importantes do Estado moçambicano tais como as do ex-chefe de Estado (Joaquim Chissano) e do actual (Armando Guebuza), a ex primeira-ministra (Luísa Diogo), o ex-chefe da bancada parlamentar da Frelimo (Manuel Tomé), entre outros, serem referidos como estando ligados ao narcotráfico”.
A Comissão Permanente, maioritariamente dominada pela Frelimo, decidiu levar o assunto para votação, ou seja, o agendamento do assunto e a consequente presença do Governo ficou dependente dos 191 deputados da Frelimo. E como era de esperar, a Frelimo votou contra o agendamento do caso Wikileaks e a presença do Governo no parlamento. Costuma-se dizer que quem não deve não teme, mas ficou a ideia de que o Partido Frelimo está com receio de esclarecer o que se está a passar e porque razão há indícios da natureza referida nos “telegramas” americanos de Maputo para Washington.

Luísa Diogo diz que é um assunto sem interesse

Para justificar o posicionamento da bancada parlamentar da Frelimo, foi indicada a deputada Luísa Diogo, ex-primeira ministra, que também é citada nos “telegramas” como sendo uma das altas figuras da Frelimo que recebe subornos provenientes do narcotráfico. Foi a primeira vez que Luísa Diogo intervém no parlamento desde que tomou posse como deputada.
Luísa Diogo começou por dizer que não consta que o Governo de Moçambique tenha sido notificado oficialmente sobre a matéria em causa. Para a Frelimo, segundo Diogo, a motivação usada pela Renamo para solicitar o agendamento do debate resulta, em alguns casos, de desabafos, juízos opinativos, ou comentários, sem qualquer base factual, não constituindo assim fonte credível ou oficial.
Luísa Diogo diz que o Governo de Moçambique não tem de explicar nada, alegadamente porque “a maior parte dos líderes e políticos do mundo chamados a comentar sobre os conteúdos dessas revelações, recusaram-se a fazê-lo, alegando a falta de fundamento e base de sustentação, e porque, na maioria dos casos, se tratavam de meras conjecturas sem qualquer base factual”.
Para Luísa Diogo, a ex-número dois do Governo da Frelimo liderado por Guebuza, os deputados da Assembleia da República foram eleitos para discutir assuntos de interesse nacional, e para apresentar projectos e ideias que contribuam para o desenvolvimento do País. Sentenciando, Diogo disse que a tarefa do deputado “não é debater notícias divulgadas por jornais e baseadas em opiniões”.

Quem não deve, não teme

Perante o posicionamento dos deputados da Frelimo, a Renamo preferiu apelidar a cena de “vergonha nacional”. Segundo o deputado José Manteigas, a bancada da Frelimo mostrou que não está interessada em ver as coisas a andarem neste País, senão servir aos seus superiores em tudo. Manteigas disse que não é intenção da Renamo julgar os acusados de narcotraficantes, porque esta tarefa é do Tribunal, mas sim dar oportunidade para que o Governo se explique. “Não é intenção dos moçambicanos julgar as altas figuras acusadas, mas sim, isso sim: os moçambicanos querem saber o que eles têm a dizer sobre isso, porque assim também não podemos ficar”.
Ainda de acordo com Manteigas, parlamentar da maior bancada da oposição, se a bancada da Frelimo nega que o Governo explique aos moçambicanos sobre o que está a acontecer é porque “teme alguma coisa, que nós (a Renamo) não sabemos”. Este deputado lembrou a má imagem que o País agora tem além fronteiras, e lamentou que a Frelimo não queira que o Governo se explique.

Negamos ser cúmplices de narcotraficantes

A bancada parlamentar do MDM votou a favor do agendamento do debate e a presença do executivo de Armando Guebuza, por considerar um assunto de interesse nacional e que devia preocupar os visados. Segundo o deputado Ismael Mussa, que é simultaneamente o secretário-geral do partido liderado pelo engenheiro Daviz Simango, presidente do Município da Beira, o mais preocupante agora é o facto de a Embaixada dos EUA em Maputo, ter confirmado que aquela informação é classificada. Tendo sido libertos apenas quatro dos 940 ficheiros, o MDM diz-se preocupado com o que vem a seguir, particularmente as supostas cartas autorizando a libertação de contentores de narcotráfico.
Prosseguindo, o SG do MDM afirma que os moçambicanos como tal pretendem estar informados da honestidade dos dirigentes deste País, porque alegadamente a história de alguns implicados diz-se confundir-se com a história de Moçambique. “Somos pela presença do Governo no parlamento, porque não queremos ser cúmplices no futuro, de algo que não nos dignifica como moçambicanos e como Estado”, concluiu Ismael Mussa.

(Matias Guente)

2010-12-17 06:23:00