quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Os 10 Países mais corruptos do mundo, Guiné Equatorial na lista.

.A incorporação da maldição de energia, a Guiné Equatorial tem prosperado desde vastas jazidas de petróleo offshore foram descobertos dentro de suas águas territoriais, no início de 1990. Infelizmente, muito da riqueza furou a amigos do presidente Teodoro Obiang Nguema Obiang, que governou desde que assumiu em um golpe de Estado em 1979. ler mais aqui forbes

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Depois da exonerado pelo Presidente da República, Ivo Garrido requer aposentação


Maputo (Canalmoz) - O antigo ministro da Saúde, Prof. Dr. Paulo Ivo Garrido, requereu a aposentação do sector público de Saúde, apurou a nossa reportagem junto de fontes da associação dos médicos. O requerimento de Ivo Garrido, recentemente destituído do cargo pelo presidente da República, Armando Guebuza, já está a correr os seus trâmites, de acordo com uma fonte.
Ivo Garrido, segundo a fonte, criou, ele próprio, um mau ambiente com a comunidade médica, durante o seu mandato, e por ora não se vê em condições de suportar as consequências por isso terá optado por solicitar a aposentação antecipada.
Paulo Ivo Garrido, enquanto ministro da Saúde, teve fama de ser um dirigente com métodos duros e rigorosos de direcção. Acabou a sua função e ministro, amado por uns – os utentes que viram algumas melhorias em algumas unidades de saúde do sector público, mas odiado por outros, nomeadamente médicos e outro pessoal do ramo.
Uma significativa percentagem de médicos moçambicanos com alguma tarimba abandonou o sector público de medicina, ou pediu a reforma antecipada, por não suportar mais os métodos de direcção de Ivo Garrido.
O ex-ministro também é referenciado nos meios da Saúde como tendo entrado em choque com médicos estrangeiros e com instituições estrangeiras que ajudavam o Estado moçambicano nesta área e com ele mantinham estreita cooperação.
O mau ambiente que é acusado de ter criado com as entidades estrangeiras levou a que os fundos da cooperação começassem a ficar comprometidos e a escassear, facto que ainda hoje não está resolvido, de acordo com as nossas fontes
O seu relacionamento com os colegas esteve mesmo para gerar uma greve.
Agora a respeito da sua intenção de ir para a reforma antecipada, uma fonte da associação dos médicos disse-nos que “o ex-ministro já não se sente bem em fazer parte da sociedade dos médicos, porque durante o seu mandato tudo fez para prejudicar os seus colegas”.
Informações fornecidas ao Canalmoz por várias fontes da associação dos Médicos, indicam que contrariamente ao que muitos cidadãos comuns pensam de Ivo Garrido, o seu desempenho como ministro da Saúde estava a prejudicar o sector. Devido às suas investidas de surpresa aos hospitais, com o sentido de exigir rigor profissional aos funcionários da área, Garrido era descrito como um bom ministro pelos utentes, mas as suas relações com os colegas e pessoal de Saúde estavam já muito degradadas.
Os investimentos externos direccionados ao sector da Saúde estavam também a tornarem-se cada vez mais escassos devido ao mau ambiente que é acusado de ter criado com os parceiros de cooperação.
Sem querer ir mais a fundo nesta questão, uma fonte identificada mas que quer aparecer anónima disse-nos que a falta acentuada dos principais medicamentos prescritos aos doentes nas farmácias públicas era já uma consequência do mau ambiente gerado por Ivo Garrido com os parceiros de cooperação.
Muitos dos medicamentos prescritos pelos médicos aos doentes do sector público ainda agora escasseiam. Há até quem peça uma sindicância ao sector público de medicamentos por se suspeitar do envolvimento de Garrido em “esquemas”.
“Veja-se só o caso caricato da falta dos medicamentos nas farmácias do principal hospital deste país. Ele por deter participações no ramo da medicina privada, tudo fazia para defender esta área ”, chegou mesmo a insinuar uma fonte da Associação Médica que em última instância mostra a dimensão do mau ambiente que Garrido criou.
Havia ainda forte descontentamento entre os médicos que protestavam contra os fracos salários e falta de condições para o seu desempenho profissional. Não resolveu este contencioso e esteve mesmo para acontecer o pior.
“A associação dos médicos já havia submetido ao então ministro Ivo Garrido, um caderno reivindicativo do qual constavam vários pontos que deviam ser regularizados”, revela uma das nossas fontes.
Para o nosso desapontamento, ele (Ivo Garrido) em vez de atender as preocupações, simplesmente engavetou o documento como se o que nos preocupava não fosse importante”, disse uma das fontes acrescentando, entretanto, que “só quando soube de uma iminente greve dos médicos que já havia sido marcada para o dia 25 de Outubro passado, antecipou marcando uma reunião com os mesmos para amainar os ânimos”.
“Mas também no referido encontro não disse nada de substancial. Só estivemos a ouvi-lo”, afirmou a fonte que estamos a citar. A mesma apontou que uma outra reunião tinha sido realizada, no dia 22 do mesmo mês de Outubro, com o pessoal auxiliar do Hospital Central de Maputo, que “estava disposto a aderir à greve dos médicos”.
“Julgo que o desentendimento que marcava a distância entre a classe médica e o ex-ministro, que ia contribuir para a eclosão de uma greve geral dos médicos, foi uma das principais causas que levou o chefe de Estado a exonerar o ministro”.
“Imagine o que seria deste país em caso de uma greve geral dos médicos?” questiona a fonte.
O problema salarial e outras questões relativas às condições de trabalho são preocupações dos médicos que apesar de haver agora um novo ministro ainda não estão resolvidas. São um legado deixado para o novo ministro resolver.
Os médicos receiam que a demissão de Ivo Garrido tenha sido apenas uma manobra dilatória para aliviar as tensões entre o Governo e os médicos e demais pessoal do sector público de Saúde.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Editorial: O país está a ficar com piada

 Jorge Rebelo no grupo dos “reaccionários”


Maputo (Canalmoz / Canal de Moçambique) - O País está mesmo a ficar “interessante”, como escreveu há dias Elísio Macamo na ‘rentré’ a cores do jornal diário do Banco de Moçambique. (Um caso também interessante, para além de caricatural, que deve ser único por se tratar de um banco central envolvido com sociedades anónimas).
Está tudo a pôr-se muito “interessante”.
Mais: o País está a ficar com piada. Melhor ainda: está-se a por bom para finalmente podermos acreditar que a democracia poderá vingar entre nós – sem que tenha que depender de ex-beligerantes.
Rebelo, ex- membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Frelimo e ex-chefe doTrabalho Ideológico, percebeu que o vento sopra dos jovens. Terá percebido inclusivamente que a solução está fora da Frelimo. Não o disse objectivamente, porque é da velha escola. Percebeu que pode ser importante tentar salvar a Frelimo, mas mais importante é salvar Moçambique. Percebeu que a Frelimo está em crise profunda.
A desmembrar-se? – Tudo tem o seu tempo.
Percebeu que as ‘revoltas’, de 05 de Fevereiro de 2008 e de 1,2 e 3 de Setembro último não foram discutidas previamente dentro das estruturas. As revoltas fizeram, isso sim, tremer as ditas “estruturas”.
Nas periferias vive muita gente que nem é de Maputo. Vive mal. Vive num pesadelo terrível. Revoltaram-se. É muita assimetria em demasiados sítios para que consigam aguentar.
Os franceses tiveram de liquidar, na tomada da Bastilha, os poderes ocultos para permitir que a democracia vingasse.
Os portugueses tiveram de desmantelar, no 25 de Abril de 1974, o ‘monstro’ que impedia as várias independências das colónias portuguesas em que nós nos incluíamos.
Os espanhóis tiveram de escangalhar o partido Franquista para, finalmente, aquela que é hoje uma das mais simpáticas monarquias do planeta fosse capaz de sobreviver a par de um governo de cariz republicano, num ambiente plural e respeitador das mais diversas tendências, em espírito democrático dos mais notáveis pelo respeito que existe pelas diferenças.
Outros exemplos poderiam ser dados para fazer lembrar o que foi preciso, noutras latitudes, conseguir-se antes mesmo de ser possível construírem-se regimes realmente democráticos.
Onde não havia guerras por resolver, fez-se de outra forma.
Vem tudo isto a propósito do mais novel desavindo – será? – da nomenklatura que nos tem rodeado: Jorge Rebelo. ler mais aqui

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aprovado em concurso público: MOVITEL fica terceira operadora

A MOVITEL, SA – um consórcio constituído pelas empresas vietnamita VIETEL e a moçambicana SPI - venceu o concurso público lançado pelo Governo para o licenciamento do terceiro operador de telecomunicações móveis celular. A Movitel, que após a avaliação técnica e financeira feita pelo júri, cujos resultados foram homologados pelo Conselho de Administração do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), na qualidade de entidade reguladora do sector, Maputo, Terça-Feira, 9 de Novembro de 2010:: Notícia

O Presidente do Conselho de Administração do INCM, Isidoro Pedro da Silva, que fez o anúncio dos resultados do concurso, ontem, em conferência de Imprensa, em Maputo, explicou que o processo de avaliação dos concorrentes decorreu em duas fases, uma das quais se destinava a estimar o nível técnico e a outra a capacidade financeira.
“Na avaliação financeira, a Movitel, SA, obteve uma pontuação de 95,050 pontos; a TMM, SA conseguiu 77,843 pontos, enquanto que a UNI-Telecomunicações teve 77,843 pontos”, disse Isidoro da Silva.No que respeita à avaliação financeira, a Movitel, SA, apresentou uma proposta de 28 milhões de dólares norte-americanos; enquanto que a UNI-Telecomunicações, Lda, propôs pela licença o valor de 32 milhões de dólares; e a TMM, SA, 25 milhões.
“Os resultados finais conjugam as avaliações técnica e financeira e, nesse âmbito, a Movitel, SA foi a primeira classificada com 96,437 porcento; a UNI-Telecomunicações ficou em segundo com 86,547 porcento e em terceiro ficou a TMM, SA, com 80,764 porcento”, disse Silva
Nos próximos cinco anos a Movitel, SA, se propõe investir no país mais de 400 milhões de dólares e garantir uma cobertura populacional de cerca de 85 porcento. O Presidente do Conselho de Administração do INCM acredita que a entrada deste operador vai forçar à redução das tarifas de chamadas cobradas pelos serviços de telefonia móvel num mercado em que actualmente operam a Vodacom e a Mcel.
De referir que os Ministros das Finanças e dos Transportes e Comunicações, respectivamente Manuel Chang e Paulo Zucula, haviam fixado, por despacho de 28 de Janeiro de 2010, o valor mínimo para aquisição da licença da terceira operadora de telefonia móvel o montante de 25 milhões de dólares norte-americanos. jornal noticias.

Chauque: Para o bom entendedor meia palavra basta 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Governo de Barack Obama bate recorde na contratação de gays


Maputo (Canalmoz) - Com menos de dois anos na Casa Branca, Barack Obama já entrou para a História por ser o presidente norte-americano que mais indicou funcionários gays. De acordo com estimativas da militância, Obama já deu cargos a 150 pessoas abertamente homossexuais.
Já ultrapassou a marca atingida por Bill Clinton, que em dois mandatos contratou 140 gays. As funções ocupadas pelos homossexuais indicados por Barack Obama vão de oficiais de polícia a membros de comissão e dirigentes de agências. “De tudo que ouvimos de dentro da administração, eles queriam que isso fizesse parte de seus esforços pela diversidade”, disse Denis Dison, porta-voz do Projecto de Compromissos Presidenciais do Instituto de Lideranças Gay e Lésbica, reporta a GLS Moçambique, no seu boletim enviado à nossa redacção
(Redacção)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A injustiça da justiça pre-pago e a escravatura online

A greve trouxe manobras de escravatura, a ideia é boa e útil do registo dos pre-pago, diploma ministerial 153/ 2010 de 15 de Setembro, mas pergunto será que vai resultar para o controle dos bandidos?já que se fala muito dos malfeitores como forma de os neutralizar-os, eu não acredito se mesmo conhecendo os bandidos são livres a gingar em restaurantes e discotecas, não há quem os mexe. Este projecto tão rápido é para controlar a população pobre para não haver manifestação depois do fim da contenção dos preços em Dezembro. Como é que o Zucula da-nos um mês para legalizar o cartão de celulares com fotocópia do BI e atestado de residência, na minha zona são 250mt por gastar para tratar atestado de residência, são quantos Moçambicanos que não terão dinheiro para atestado de residência,  o estado tem prazos para cumprir com a população e não compre como o caso do BI biométrico, passaporte, carta de condução, etc etc, e fica vontade porque é o dono de tudo e nós população que sofremos temos que fechar a boca, mas quando Zucula quer uma ordem temos que comprimi em um mês, isto é ESCRAVATURA, porquê a RSA deu mais de 3 meses para legalizar o cartão e ele da-nos um mês? será fenómeno Dezembro?
Infelizmente não saberemos da verdade acerca deste novo projecto porque a Mcel, Vodacom, não vão dizer a verdade por concorrência  há mais de 10 anos que mcel existe e só agora diz ter 4milhões de clientes , a Vodacom diz ter mais que 2milhões de clientes, vamos falar a verdade, são quantos meus irmãos que vivem em distritos, províncias, bairros recônditas que nem energia tem terão que caminhar mais de 100km para regularizar o cartão da comunicação em um mês caso não será bloqueado, quantos perderão os cartões? os clientes que as operadoras dizem ter não são os que estão no activo mas os que foram comprados há anos e sem utilidade, perdidos, cancelados mas como foram comprados são usados como clientes activos, porquê não aumentar o prazo e não ter medo do Dezembro quando aumentarem os preços? assim ponderam aumentar o que quiserem até a sua residência. antes do celular já falavamos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Poluição de Cimentos de Moçambique e da MOZAL

Residentes da Matola em risco de contrair doenças neurológicas
A saúde de pessoas pode estar comprometida. A poluição orgânica pode deprimir a saúde das pessoas - Rico Euripidou, da ONG GroundWork

Maputo (Canalmoz) – Uma pesquisa realizada recentemente por uma organização não governamental (ONG) de âmbito ambiental sul-africana, denominada GroundWork, concluiu que o ar que é respirado na zona da Matola, principalmente nas redondezas das empresas Cimentos de Moçambique e a Mozal “está seriamente poluído”.
Os níveis de poluição admitidos pela organização mundial da saúde (OMS) situam-se entre 25 ug/cm2, por vinte quatro horas e 10 ug/cm2 por ano. No entanto, a pesquisa realizada na Matola, monitorada pela ONG GroundWork, durante três semanas, concluiu que o nível de poluição que se regista na Matola está muito acima destes níveis tolerados pela OMS.
Na primeira semana da pesquisa, no período entre a meia-noite e as quatro horas da manhã, de segunda a sexta-feira, constatou-se que a poluição por partículas PM2,2 era de 31,6 ug/cm2. Na segunda semana, no mesmo período, os níveis de poluição subiram vertiginosamente, chegando a atingir mais de 100 ug/cm2. Na terceira semana, os níveis voltaram a baixar para cerca de 30ug/cm2.
Estes dados aparecem numa altura em que as ONG’s ambientalistas nacionais estão a travar um combate cerrado com o Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), para anular a licença concedida à MOZAL, para operar no sistema de Bypass, ou seja, a escape aberto, na produção do alumínio. Trata-se de uma licença que autoriza a MOZAL a fazer limpeza da zona de tratamento de fumos e gazes com escape aberto, sem filtro, o chamado Bypass.
Entretanto, de acordo com o epidemiologista ambiental e pesquisador na área de saúde, da ONG GroundWork, Rico Euripidou, envolvido na pesquisa feita na Matola, mesmo muito antes do Bypass da MOZAL, a qualidade do ar que se respira na Matola estava e está muito má.
Rico disse que na pesquisa realizada no centro da cidade da Matola, e nas redondezas da Mozal, não foi possível determinar se de facto a poluição na Matola deriva apenas da MOZAL ou também da “Cimentos de Moçambique”. Verdade, porém, é que se notou a forte presença de alumínios nos poluentes.
“O estudo que foi feito em campo mostrou uma componente química grande, o que leva a concluir que é uma poluição feita por empresas e não por pessoas singulares”, disse Rico Euripidou.

Questão MOZAL

A empresa MOZAL faz parte da Companhia BHP Billiton, que opera na África de do Sul. Esta companhia já realizou um Bypass, por 72 horas na vizinha África de Sul. No entanto, na operação feita na África do Sul toda informação relativa a todas operações e licença para o funcionamento da empresa sempre esteve disponível ao público.
Porém, caso oposto sucede em Moçambique. A empresa MOZAL não está a colocar à disposição das populações e das pessoas interessadas o que de facto pretende fazer e quais as consequência que podem advir e implicações nas comunidades.
Portanto, Rico Euripidou diz não entender o porquê de a mesma companhia ter tratamentos diferenciados, embora o trabalho que será realizado pela MOZAL seja o mesmo com o já efectuado na África do Sul. Para o seu entendimento, o caso da MOZAL pode estar associado a alguns objectivos obscuros.
O pesquisador disse que se deve perceber que quando se trata de questão relativas à poluição do ar é preciso saber até que ponto a mesma irá afectar a vida de pessoas, mesmo com a existência de licença para que a sua monitoria seja efectiva.
“As indústrias ligadas a poluição devem ser controladas de forma que sejam reguladas as emissões para que tenham um controlo ambiental mais efectivo. Para além disso quando há controlo do ambiente não haverá formas para que possa tomar outras medidas. A monitoria é muito importante para que se tenha certeza”, disse.
Rico Euripidou falava durante um encontro entre jornalistas e ONG’s ambientalistas que tinha em vista programar interacção para reportagens sobre a poluição industrial.

Os segredos em volta da MOZAL

Para a jornalista ambiental do jornal Beeld da África do Sul, Elise Tempelhoff, a atitude tomada pela BHP Billiton com a relação a MOZAL é absurda porque no seu entender em primeiro lugar estão-se a por as questões económicas e não a saúde das pessoas. Disse que, como jornalista ambiental, quando vê que há segredo (como na MOZAL) fica preocupada.
A jornalista disse também que neste momento na África de Sul a grande guerra que se trava está relacionada com a contaminação das águas de rios pelas empresas mineiras. Esses rios desaguam em Moçambique ou despejam as águas poluídas em rios que correm em território moçambicano.
“Conseguimos biliões de rand, mas isso, no futuro, para se ter água, vai nos custar outros biliões de dinheiro”, disse.
Referiu que tendo em conta que em Moçambique existe uma lei constitucional que visa a defesa do meio ambiente há necessidade de lutar para o povo não ter de sofrer as consequências do facto de só se estar a atender aos lucros sem se atender à saúde das pessoas. Para tal, os jornalistas podem desempenhar um papel muito mais interventivo, defendeu a oradora sul-africana.
“Os jornalistas ambientais não exercem apenas o papel de escrever sobre histórias de sucesso, sobre países e árvores. Devem procurar aspectos que realmente melhoram a vida dos cidadãos”, afirmou.
(Egídio Plácido)







quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Alto Molócuè: Concurso de bebidas mata cinco pessoas

CINCO pessoas morreram recentemente, na vila-sede do distrito de Alto Molócué, província da Zambézia, presumivelmente vítimas de intoxicação alcoólica causada por uma aguardente de marca “Rhino Gin”, que terá sido consumida em doses excessivas com o fito de se apurar quem acabaria primeiro, segundo noticiou a Rádio Moçambique.

Com efeito, as mortes ter-se-ão registado ao longo das diversas fases de um concurso, pouco comum entre nós, a que os promotores intitularam de “Quem é o maior bêbado”. São escassos os detalhes sobre a tragicómica ocorrência, mas pensa-se que os promotores terão alguma ligação com a empresa fabricante da referida aguardente que, ao que tudo indica, é produzida na vizinha província de Nampula.
Os factos são referentes a finais do mês passado, contudo só esta semana é que foram tornados públicos.
Mesmo sem entrar em pormenores, a RM avança que tudo terá começado quando trabalhadores supostamente da empresa fabricante da referida bebida se deslocaram à vila de Alto Molócuè com o propósito de promover uma nova marca de bebida – o “Rhino Gin” – junto dos consumidores.
No concurso, cada participante terá recebido cinco garrafas daquela bebida, sendo que o prémio ficaria para quem bebesse, na totalidade e no mais curto espaço de tempo, aquelas unidades, mais ou menos, à maneira do arriscado sistema “one time”.
Segundo a mesma estação radiofónica, alguns dos concorrentes terão morrido instantes depois de ingerir as primeiras doses daquele Gin, outros a caminho de casa e do hospital.
Ao tomar conhecimento do sucedido, o Governador da Zambézia, Itai Meque, imediatamente mandou criar uma comissão de trabalho com a finalidade de instaurar um inquérito para averiguar os factos e proceder à identificação dos promotores do mortífero concurso, devendo depois ser responsabilizados pelos seus actos.
No país, especialmente nas cidades de Maputo e Matola, demandam algumas unidades produtoras de bebidas de elevado teor alcoólico e de qualidade duvidosa, consideradas pela sociedade como sendo produtos potencialmente prejudiciais à saúde, para além de serem bebidas que, regra geral, depois de consumidas estimulam a prática de comportamentos anti-sociais entre as camadas mais jovens.
As autoridades que lidam com campanhas de prevenção e combate à SIDA consideram que aquele tipo de bebidas alcoólicas contribui igualmente para a promoção da promiscuidade sexual entre os consumidores.
 Fonte: Jornal Noticias


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Malangatana pirateado

A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa anunciou a detenção, esta segunda-feira, na cidade de Porto, de uma mulher suspeita de falsificar 20 pinturas de quatro autores consagrados, entre eles o moçambicano Malangatana Valente Nguenha.
De acordo com a PJ portuguesa, a referida mulher é reincidente neste tipo de crime, já que em Abril de 2008 também fora detida por incidente similar. Os mais visados nas falsificações agora detectadas eram Malangatana e Júlio Pomar com nove falsificações de trabalhos de cada um. O artista Malangatana diz estar desapontado com algumas galerias envolvidas no caso de falsificação das suas obras para além da mulher em questão. Não é só em Portugal que as suas obras são falsificadas. Nos EUA, os trabalhos de Malangatana foram copiados e assinados em seu nome. Falsificações, venda de obras na internet sem o seu conhecimento são ocorrências constantes nos últimos tempos. “Há dois anos houve uma obra dada por roubada, mas não tinha sido roubada, alguém colocou-a à venda na internet e já tinha cobrado a muitas pessoas. Chorei tanto, mas, passado alguns dias, descobri que a obra estava aqui em casa. Há muita gente a ganhar dinheiro por minha causa, mas, pronto, é a minha sina”, lamentou o pintor.
Esta situação não surpreende o artista que já estava informado deste último caso. “Nós os artistas vivemos estas situações, há pessoas que estudaram e tem essa capacidade de copiar, só que há sempre sinais que permitem o artista identificar a falta de originalidade da obra. Em 70 ou 71, chegou-se a pensar que tivesse feito duas obras iguais, o que não era verdade, mas descobriu-se que era um caso de falsificação”, contou Valente.
Ainda este ano, em Abril, a polícia portuguesa apreendeu na região de Lisboa cerca de 80 pinturas, serigrafias e desenhos falsificados como sendo obras assinadas por autores consagrados. Na lista, aparece também o nome de Malangatana.
Nessa altura, segundo a polícia, alguns comerciantes envolvidos nas transacções foram também interrogados e constituídos arguidos.
Esta operação, de acordo com um comunicado da PJ, surgiu no âmbito de uma investigação mais vasta, que decorre há mais de dois anos e que já permitiu apreender um total de 120 obras pictóricas falsas. Noutras ocasiões, foram também detectadas falsificações de quadros de dezenas de outros nomes, igualmente sonantes das artes plásticas, designadamente, Júlio Resende, Cargaleiro, Bual, Nadir Afonso, Roque Gameiro, Mário Botas e Bernardo Marques.
Nguenha afirmou ainda que “não sou o único, o Picasso, Dali, Pomar etc., somos um grupo de vítimas, estou a falar de pessoas que deixaram obras para agradar o mundo, isso desagrada-me”, terminou o artista